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Ser ou Não Ser Empresário


A abertura de novos negócios é fundamental para o desenvolvimento do nosso país. No entanto, apenas vontade e coragem não são suficientes para o sucesso empresarial.

O candidato a empresário precisa conhecer os aspectos que envolvem a abertura de um negócio, o tamanho e as características do mercado no qual pretende atuar, a legislação vigente, os padrões de qualidade e, não menos importante, como obter o capital necessário para implantação e operação do negócio. Esses fatores, aliados à afinidade com a atividade a ser desenvolvida e à competência gerencial, são fundamentais para o sucesso.

Os motivos mais citados para deixar de ser empregado e começar um negócio próprio são:


  • “Mandar no meu próprio nariz”.
  • Ser patrão ao invés de empregado.
  • Ganhar mais.
  • Dedicar mais tempo à família.
  • Sair da rotina.
  • Realização pessoal.
  • Provar para si mesmo e para os outros sua competência.
  • Trabalhar menos e tirar férias quando desejar.
  • Percepção de uma oportunidade.
  • Por necessidade.
Porém, ser empresário exige sacrifícios que muitos não estão dispostos a fazer. Entre alguns desses estão os seguintes:


  1. Trabalhar de 12 a 15 horas diárias ao invés de 8 horas como empregado.
  2. Alguns empresários não tiram férias. Quando saem em férias é por poucos dias e mesma Assim ligam para a empresa “só para saber como vão as coisas”.
  3. Muitas vezes se envolvem tanto com a empresa que diminuem, ao invés de aumentar, o tempo   dedicado ao convívio familiar.
  4. Sua desejada independência torna-se relativa quando se observa a dependência em relação aos fornecedores, bancos, clientes, funcionários, governo, etc.
  5. O Patrimônio Pessoal e familiar muitas vezes corre risco ao ficar em garantia de empréstimos bancários.
  6. Sua vontade de ganhar muito dinheiro esbarra muitas vezes nos entraves da falta sua de
  7. competência ou de seus colaboradores.

Vale a pena?

Olhando pelo lado econômico, empreender ainda é um bom negócio. Caso contrário, não teríamos tantas pessoas investindo em negócios próprios, quando bem que poderiam deixar seus recursos rendendo numa segura caderneta de poupança.

Riscos são inerentes aos negócios. Uma vez que dinheiro “não leva desaforo para casa”, mais do que gosto por aventura é preciso ter os pés no chão e correr riscos sim, porém, calculados.  Para isso o empreendedor dispõe de uma velha e valiosa ferramenta de administração chamada “Plano de Negócio”, na qual tem inserida uma peça chamada “Viabilidade Econômico-Financeira” que responde às perguntas:

  • Quanto dinheiro tenho de investir?
  • Quanto terei de lucro?
  • Quando acontecerá o retorno dos investimentos?
  • Quais serão os impostos a recolher?
  • Esse negócio vale a pena?


Planejar o negócio é fundamental para que o sonho de ser empresário não se tranforme em um pesadelo.

Por Soeli de Oliveira – Consultora e Palestrante do Instituto Tecnológico de Negócios, nas áreas de Varejo, Vendas, Motivação e Atendimento – E-mail: soeli@sinos.net – Novo Hamburgo – RS.

Sucesso!

André e Simone Calamita
http://empreendedoresinspiracao.blogspot.com

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Escolhas são Fundamentais


Por Jerônimo Mendes
Administrador, Escritor e Palestrante
Autor de Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark) e Benditas Muletas (Vozes)
Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local


Esse artigo diz respeito a milhões de pessoas que tem o privilégio de acordar diariamente para enfrentar um novo dia gozando de boa saúde e disposição, independentemente de estarem empregadas ou à disposição do mercado, de bem com a vida ou sendo castigada por ela. Como eu sempre digo e acredito, não há mal que sempre dure, portanto, qualquer condição de desvantagem é apenas uma fase de transição imposta pelo universo para testar a nossa capacidade de reação diante dos fatos.

O meu filho mais velho teve a sua primeira grande experiência negativa recentemente: foi assaltado a duas quadras de casa. Graças a Deus, depois de vinte e um anos de orientação familiar, ele manteve a calma e entregou a fortuna que carregava – mochila, celular, jaqueta, relógio etc. – diante de uma arma apontada por um moleque enquanto o comparsa se encarregava da proeza, ambos tensos e de mal com a vida. Pensando melhor, eram três vítimas reunidas.

A maior preocupação dos dois era mandá-lo calar a boca nas duas vezes em que pediu para que deixassem os documentos pessoais e o trabalho de conclusão de curso ainda não concluído. Os documentos se foram, o trabalho ficou, mas o que valeu mesmo foi a escolha consciente pela vida.

Quando ele chegou em casa e se acalmou de verdade, onze e meia da noite, a única coisa que ele fez questão de mencionar foi “eu escolhi não reagir” embora o seu tamanho comparado ao dos indivíduos pudesse sugerir a possibilidade de reação. Como ele mesmo disse, o fim poderia ter sido fatal. Bens, documentos e outras bobagens materiais a gente recupera. A vida, não.

Há pouco tempo, o pintor Reinaldo Quintiliano despencou do 18º andar de um edifício em Curitiba, quando a cadeira em que ele sentava desprendeu-se da fivela de segurança. Durante aqueles intermináveis cinco segundos até o encontro com o chão, a única coisa que ele lembra foi ter pedido a Deus que o deixasse viver para terminar de criar os filhos. Quarenta dias depois, em entrevista à Rádio CBN, Reinaldo disse apenas que optou pela vida e, milagrosamente, depois de um mês em coma e muitas fraturas pelo corpo, ele continua com o firme propósito de voltar a trabalhar o mais rápido que puder.

O nosso futuro é determinado pelas nossas escolhas. O fato de você ainda não ter conseguido a casa dos seus sonhos, o carro do ano e o melhor emprego do mundo não diminuem em nada o seu valor na sociedade. Ao contrário, quanto mais dificuldades você enfrenta, mais ágil você se torna e mais promissor é o seu futuro. Entretanto, para que os sonhos sejam transformados em realidade, escolhas conscientes e atitudes positivas são determinantes nessa conquista.

De maneira geral, pessoas que não sabem o que querem, não fazem o que gostam e não reagem diante das dificuldades caminham para a infelicidade no longo prazo. E, como diz o ditado, no longo prazo estaremos todos mortos, portanto, enquanto a vida continuar oferecendo a oportunidade de mudança, sempre haverá muito mais felicidade na realização do presente do que na esperança do futuro.

Algumas escolhas na vida são realmente fundamentais: a pessoa com quem você vai se casar; a universidade onde você quer estudar; a profissão que você quer seguir; a casa, o bairro e a cidade onde você pretende morar; a aposentadoria que você almeja ter; portanto, de maneira consciente ou inconsciente, as escolhas do momento presente determinam a colheita do momento futuro. Quase sempre, o que falta é a consciência da importância do momento presente.

Como dizia Emerson, o grande pensador americano, “leva tempo para descobrir o quanto somos ricos”. Em geral, o conceito de riqueza está associado ao dinheiro, ao acúmulo de bens materiais, à posição temporária que o ser humano ocupa na sociedade e isso, quando levando ao pé da letra, também diz respeito às escolhas, ainda que equivocadas sob o ponto de vista da evolução racional.

No ambiente de trabalho alguém pode escolher insultá-lo, mas você tem a possibilidade de escolher entre a reação e a indiferença. O que muda é a percepção das conseqüências. A reação acirra os ânimos contrários e o resultado tende a ser catastrófico. A indiferença enfraquece o oponente sem a necessidade de violência, mas é preciso ser mais forte do que ele para evitar o confronto.

De acordo com Deepak Chopra, escritor indiano radicado nos Estados Unidos, “tanto eu quanto você somos escolhedores infinitos. Em nossa vida, a todo momento, entramos no campo de todas as possibilidades, onde temos acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas delas são feitas conscientemente, outras não”. Portanto, a melhor maneira de acertar as escolhas é manter o espírito aberto e consciente em relação ao que se deseja obter no futuro.

Todos os dias, logo pela manhã, você tem acesso a uma infinidade de escolhas: tomar café desesperadamente ou comer o necessário para manter o corpo em sintonia com a vida; despedir-se da esposa e dos filhos com um beijo ou sair de fininho; cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso ou desejar que se danem; ser produtivo ou cumprir mais um dia de martírio; irritar-se no trânsito ou agradecer pela felicidade de possuir um carro para se locomover.

Quer você queira ou não, quer você goste ou não, tudo o que está acontecendo nesse exato momento é resultado das suas escolhas. E um ditado tão antigo continua extremamente atual: você colhe aquilo que planta, portanto, se você deseja felicidade deve semear felicidade; se deseja viver num bom ambiente de trabalho, deve, no mínimo, sorrir; se deseja um futuro brilhante, deve levantar o traseiro do sofá, livrar-se do controle remoto e traçar um plano definitivo de ação em direção ao futuro.

Relembrando o que foi dito no início do texto, todos os dias você tem o privilégio de acordar e fazer escolhas que determinam a satisfação e a plenitude do momento seguinte, diferente de milhares de pessoas que acordam cedo e preferem optar pelo sofrimento e de outros milhares que não sabem se vão comer durante o dia, quando vão conseguir emprego e onde acomodar o esqueleto no próximo inverno.

Segundo Chopra, “quanto mais escolhas conscientes você fizer no nível de percepção consciente, mais corretas e espontâneas serão as escolhas, tanto para si quanto para os outros estão ao seu redor”. Portanto, quando fizer escolhas, pense um pouco mais com o coração, não se deixe iludir pela mente. O coração é holístico, tem ligação direta com Deus e ainda que você não acredite em Deus, precisa de alguém que acredite em você.

Há muito tempo eu tomei a feliz iniciativa de rezar e agradecer por tudo a caminho do trabalho. E todos os dias, durante o trajeto, eu repito em voz alta: “Jerônimo, você é um carta de sorte, conseguiu estudar, arranjar uma esposa legal, fazer dois filhos, publicar seis livros e ainda te pagam para fazer o que você gosta: transmitir conhecimento e gerar prosperidade para milhares de pessoas. Vai ter sorte assim lá no céu”.

Toda vez que você fizer uma escolha pense sempre nas consequências que a escolha vai proporcionar. Não faça como John Lennon que teve a infelicidade de dizer que “a vida é aquilo que acontece enquanto você faz planos”. Nem todos têm chance de cair nas graças da mídia e a despeito de todas as suas esquisitices ainda se dar bem. Escolher e planejar são fundamentais para o alcance dos objetivos em qualquer fase da vida, é apenas uma questão de opção.

Pense nisso

André e Simone Calamita
http://empreendedoresinspiracao.blogspot.com